Alopecia areata: conheça causas, sintomas e tratamentos para essa queda de cabelo. Saiba quando procurar um tricologista.

Doenças capilares
As alopecias de origem autoimune ocorrem quando o sistema imunológico ataca erroneamente os folículos pilosos, interferindo no crescimento dos fios e causando queda de cabelo. A alopecia areata é o tipo mais comum, caracterizada por áreas circulares sem cabelo no couro cabeludo ou em outras partes do corpo.
Outras formas incluem a alopecia universal (perda total dos pelos do corpo) e a alopecia total (perda completa dos cabelos). A Alopecia Areata é uma condição autoimune com base genética, que pode ser desencadeada por fatores ambientais, emocionais ou infecciosos, levando o sistema imunológico a atacar os folículos pilosos, principalmente durante a fase de crescimento (anágena), e embora não sejam cicatriciais, o crescimento capilar pode ser imprevisível. O tratamento envolve imunomoduladores, corticoides e terapias para estimular o crescimento dos fios.
O que é a Alopecia Areata?
A alopecia areata é uma doença autoimune caracterizada por perda de cabelo transitória, não cicatricial, com preservação do folículo piloso. A perda de cabelo pode variar desde áreas bem definidas até perda difusa ou total, afetando todas as regiões com pelos.
A alopecia areata em placas, afetando o couro cabeludo, é o tipo mais comum. A condição afeta cerca de 2% da população geral e pode surgir em qualquer faixa etária, embora seja mais comum antes dos 30 anos de idade. A condição pode ter curso imprevisível, com surtos, recidivas e períodos de recuperação espontânea.
Qual a diferença entre Alopecia Areata e outras alopecias?
A Alopecia Areata é uma doença autoimune que provoca a perda de cabelo em áreas bem definidas, geralmente no couro cabeludo, mas podendo afetar outras regiões do corpo. Essa condição resulta em falhas circulares ou ovais, conhecidas como “placas”, onde os fios caem abruptamente. Embora a causa exata seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos e ambientais desempenhem um papel significativo.
- Diferença entre Alopecia Areata e Alopecia Androgenética.
A Alopecia Androgenética, também chamada de calvície comum, é a forma mais frequente de alopecia, correspondendo a 95% dos casos. Ela afeta principalmente os homens, mas também pode ocorrer em mulheres, sendo mais prevalente na população caucasiana. Estima-se que, aos 50 anos, cerca de 55% dos homens e aproximadamente 10% das mulheres dessa etnia apresentem algum grau dessa condição.
A etiologia envolve fatores genéticos e hormonais; embora haja um componente hereditário, o gene específico não é totalmente compreendido, tratando-se de uma herança poligênica dominante. Os hormônios masculinos, ou andrógenos, atuam sobre os folículos pilosos predispostos geneticamente, levando à miniaturização progressiva até a atrofia completa e fibrose.
Em contraste, a Alopecia Areata é caracterizada pela perda rápida, parcial ou total de pelos em uma ou mais áreas do couro cabeludo ou outras regiões, como barba, sobrancelhas e púbis. Embora os folículos pilosos não sejam destruídos, permitindo o possível renascimento dos pelos em alguns meses, a doença pode progredir, atingindo todo o couro cabeludo (alopecia total) ou todo o corpo (alopecia universal).
A alopecia areata é uma condição multifatorial, com base genética e gatilhos autoimunes. Embora as causas exatas ainda não sejam completamente compreendidas, estudos indicam que fatores ambientais, emocionais e genéticos desempenham um papel importante.
- Diferença entre Alopecia Areata e Eflúvio Telógeno.
O Eflúvio Telógeno é caracterizado pela queda difusa de cabelo devido a alterações no ciclo capilar, levando mais fios à fase de repouso (telógena) e, consequentemente, à queda. As principais causas incluem estresse físico ou psicológico, alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças sistêmicas e uso de certos medicamentos. Diferentemente da Alopecia Areata, que provoca perda de cabelo em áreas específicas, o Eflúvio Telógeno resulta em uma queda mais generalizada, sem formação de placas calvas. Além disso, o Eflúvio Telógeno é geralmente reversível após a identificação e correção da causa subjacente, enquanto a Alopecia Areata pode ter um curso imprevisível, com possíveis recidivas.
- Característica de queda abrupta e em placas.
Uma característica distintiva da Alopecia Areata é a queda abrupta de cabelo em áreas bem delimitadas, formando placas calvas de formato circular ou oval. Essas áreas geralmente não apresentam sinais de inflamação ou cicatrização, e os folículos pilosos permanecem intactos, permitindo a possibilidade de regeneração dos fios. Essa apresentação contrasta com outras formas de alopecia, como a Androgenética, que tem um padrão de progressão mais lento e difuso, e o Eflúvio Telógeno, que causa uma queda generalizada sem formação de placas específicas.
O que causa a Alopecia Areata?

Biópsias de pele das áreas afetadas mostram infiltrado linfocítico ao redor do bulbo ou da parte inferior do folículo piloso na fase anágena (fase de crescimento do cabelo). A quebra do privilégio imunológico do folículo piloso — que normalmente o protege da ação do sistema imune — permite o reconhecimento de estruturas foliculares como “estranhas”, ativando linfócitos T CD8+ e promovendo inflamação autoimune no bulbo capilar. Estudos genéticos demonstraram que a alopecia areata é uma doença complexa e poligênica.
Diversos loci de suscetibilidade genética foram identificados como associados a vias de sinalização importantes para o ciclo e desenvolvimento do folículo piloso. A alopecia areata é geralmente diagnosticada com base nas manifestações clínicas, mas dermatoscopia e histopatologia podem ser úteis. A gestão médica da alopecia areata é desafiadora, mas avanços recentes na compreensão dos mecanismos moleculares revelaram novos tratamentos e a possibilidade de remissão num futuro próximo.
Formas clínicas da AA
A Alopecia Areata pode se manifestar de diferentes formas clínicas:
– Alopecia Areata em placas (mais comum): falhas arredondadas e localizadas.
– Alopecia total: perda completa do cabelo do couro cabeludo.
– Alopecia universal: perda de todos os pelos do corpo.
– Oftíase: perda dos fios nas bordas do couro cabeludo, especialmente região occipital.
– Alopecia difusa: queda generalizada que pode mimetizar o Eflúvio Telógeno.
Tratamentos para Alopecia Areata

Embora não haja cura definitiva, existem diversas opções terapêuticas disponíveis para gerenciar a condição e promover o crescimento capilar.
Opções Terapêuticas Disponíveis
- Corticosteroides: Utilizados para suprimir a resposta imunológica, podem ser administrados de várias formas:
- Tópica: Aplicação direta de cremes ou pomadas nas áreas afetadas.
- Injeções intralesionais: Injeções diretamente nas áreas de perda de cabelo.
- Oral: Uso de comprimidos em casos mais extensos.
- Imunomoduladores: Medicamentos que ajudam a regular o sistema imunológico, como o metotrexato, têm mostrado eficácia em alguns casos.
- Inibidores de JAK: Os inibidores de JAK atuam bloqueando vias inflamatórias responsáveis pelo ataque autoimune aos folículos pilosos. Dessa forma, ajudam a reduzir a inflamação e a restaurar o crescimento dos fios. Medicamentos como baricitinibe, ritlecitinibe e deuruxolitinibe têm sido aprovados recentemente para o tratamento da alopecia areata, mostrando resultados promissores na promoção do crescimento capilar.
- Minoxidil: Aplicado topicamente, este medicamento pode estimular o crescimento do cabelo em algumas pessoas com Alopecia Areata. Pode ser utilizado como terapia adjuvante em alguns casos, especialmente para manter o ciclo anágeno e prevenir agravamento da queda em áreas adjacentes.
Vitaminas como apoio ao tratamento
Embora a suplementação vitamínica não seja um tratamento para a Alopecia Areata, manter níveis adequados de certas vitaminas e minerais pode apoiar a saúde capilar. A Alopecia Areata não é causada por deficiência nutricional, mas manter níveis adequados de micronutrientes é importante para a saúde global do folículo. A suplementação só deve ser iniciada após confirmação laboratorial de deficiência:
- Biotina (Vitamina B7): Essencial para a saúde do cabelo e unhas.
- Vitamina D: Níveis baixos têm sido associados a várias doenças autoimunes, incluindo a Alopecia Areata.
- Zinco: Mineral importante para o crescimento e reparo do tecido capilar.
Cuidados para Alopecia Areata
Além dos tratamentos médicos, alguns cuidados podem auxiliar no manejo da condição:
- Uso de produtos suaves: Evitar shampoos e produtos capilares agressivos que possam irritar o couro cabeludo.
- Proteção solar: Proteger as áreas calvas do couro cabeludo da exposição solar direta para evitar queimaduras.
- Gerenciamento do estresse: Práticas como meditação, ioga ou terapia podem ajudar a reduzir o estresse, potencialmente diminuindo os episódios de queda de cabelo.
Fatores de mau prognóstico
Alguns fatores estão associados a maior risco de cronicidade ou menor resposta terapêutica: início precoce da doença, história familiar positiva, presença de outras doenças autoimunes, acometimento ungueal e formas extensas como alopecia total ou universal.
Qual profissional é o mais indicado para tratar a Alopecia Areata?
O profissional mais indicado para tratar a Alopecia Areata é o tricologista, especialmente aquele com formação em saúde e experiência no manejo de disfunções capilares de origem autoimune. A Alopecia Areata exige uma abordagem técnica e cuidadosa, que começa com o diagnóstico correto e segue com um plano terapêutico personalizado.
O tricologista é capacitado para reconhecer os padrões clínicos da doença — como a queda em placas —, identificar possíveis fatores associados e orientar o tratamento com base em evidências. Isso pode incluir o uso de terapias imunomoduladoras, técnicas para estimular o crescimento dos fios e acompanhamento contínuo para controle das recidivas.
Como a Alopecia Areata pode afetar significativamente a autoestima e ter um curso imprevisível, o suporte especializado do tricologista é fundamental. Ele garante que o paciente receba um tratamento seguro, adaptado à sua realidade, com foco na recuperação capilar e na melhora da qualidade de vida.
Tricoscopia na Alopecia Areata

A tricoscopia é uma ferramenta importante no diagnóstico da Alopecia Areata. Os achados mais característicos incluem cabelos em ponto de exclamação (pelos afilados na base), pontos amarelos (sebo nos óstios), pontos pretos (fios quebrados na base) e áreas de rarefação bem delimitadas. Esses padrões ajudam a diferenciar a AA de outras causas de queda.
Como aprender a tratar a Alopecia Areata?
Para profissionais interessados em aprofundar seus conhecimentos no tratamento da Alopecia Areata, a busca por cursos especializados em tricologia é fundamental. A tricologia é a ciência que estuda a saúde dos cabelos e do couro cabeludo, capacitando os profissionais a diagnosticar e tratar diversas disfunções capilares.
Curso “Tricologia de Ouro”
Uma das opções de destaque no mercado é o curso “Tricologia de Ouro”, desenvolvido pela especialista Lívia Viccari.
- Aulas ao vivo mensais: Focadas em temas relevantes da prática clínica, permitindo que os alunos desenvolvam e exercitem seu raciocínio clínico por meio da análise de casos reais.
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Para tratar eficazmente a Alopecia Areata, é essencial compreender as causas subjacentes e as opções terapêuticas disponíveis. Cursos especializados, como o Tricologia de Ouro e a pós-graduação em Tricologia, fornecem o conhecimento necessário para:
- Diagnóstico preciso: Identificar corretamente os diferentes tipos de alopecia e suas causas.
- Tratamentos atualizados: Aplicar terapias modernas e eficazes, incluindo o uso de imunomoduladores e outras intervenções.
- Acompanhamento personalizado: Desenvolver planos de tratamento individualizados, considerando as necessidades específicas de cada paciente.
Investir em uma formação sólida em tricologia é um passo crucial para profissionais que desejam se destacar no mercado e oferecer tratamentos de qualidade para condições como a Alopecia Areata.
Impacto emocional e psicológico
A Alopecia Areata tem impacto emocional significativo, principalmente em casos visíveis como barba, sobrancelhas ou alopecia total. A abordagem deve ser empática e multidisciplinar, com apoio psicológico, pois a autoestima e a adesão ao tratamento são influenciadas diretamente pelo sofrimento emocional.


