Descubra as principais causas da queda de cabelo masculino, os tipos de calvície e como tratar de forma eficaz.

Todo homem vai ter queda de cabelo?
É comum pensar que todo homem vai ter queda de cabelo em algum momento da vida. Entretanto, é importante destacar que nem toda queda é preocupante ou inevitável.
Existe uma diferença clara entre a queda fisiológica, aquela que faz parte do ciclo natural de renovação capilar, e a queda patológica, que pode indicar algum problema de saúde ou condição hereditária.
Cada fio de cabelo passa por fases específicas durante sua vida: a fase anágena (crescimento ativo), a fase catágena (transição) e a fase telógena (repouso, seguida pela queda natural do fio).
Compreender este ciclo é essencial para identificar quando a queda de cabelo masculino passa do normal e se torna algo que exige atenção.
É importante desmistificar a ideia de que a calvície masculina é sempre inevitável. Embora fatores genéticos tenham uma forte influência, é fundamental avaliar individualmente cada caso para entender as causas específicas e buscar tratamentos eficazes.
Neste artigo, vamos explorar as principais causas da queda de cabelo masculino, identificar os tipos mais comuns de calvície e apresentar tratamentos eficazes.
Principais causas da queda de cabelo masculino

Alopecia Androgenética (calvície masculina)
A causa mais comum da queda de cabelo masculino é a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície masculina. Ela é resultado da predisposição genética associada à ação do hormônio DHT (di-hidrotestosterona), que provoca a miniaturização progressiva dos folículos pilosos.
A evolução da calvície pode ser classificada pela escala de Norwood-Hamilton, que categoriza os estágios de perda capilar, começando pelas entradas na região frontal e evoluindo até o topo da cabeça, podendo chegar a uma calvície mais avançada.
A calvície masculina geralmente começa a aparecer na fase adulta jovem e progride lentamente com o passar do tempo, variando de pessoa para pessoa. Por isso, o diagnóstico precoce pode garantir resultados melhores no tratamento
Estresse físico ou emocional
Outra causa relevante da queda de cabelo masculino é o estresse físico ou emocional intenso, frequentemente associado a uma condição conhecida como eflúvio telógeno. O cabelo, embora resistente, é sensível a alterações significativas do organismo, especialmente quando relacionadas a episódios de trauma, cirurgias complexas, doenças prolongadas ou tratamentos médicos agressivos.
Nessas situações, o corpo prioriza funções vitais essenciais, desviando nutrientes e recursos dos folículos capilares, resultando em uma queda repentina e intensa.
O estresse emocional, provocado por situações como perdas afetivas, separações, crises profissionais, ansiedade crônica e depressão, também pode desencadear ou agravar quadros de eflúvio telógeno.
Estudos científicos demonstram que o estresse prolongado provoca o aumento na produção de cortisol, hormônio que interfere diretamente no ciclo capilar, acelerando a passagem dos folículos para a fase telógena, período no qual os fios começam a cair de forma acentuada.
É importante destacar que, diferentemente da alopecia androgenética, a queda de cabelo masculino causada por eflúvio telógeno não costuma apresentar um padrão definido, surgindo geralmente de maneira difusa e espalhada pelo couro cabeludo. Além disso, a queda não envolve a miniaturização gradual dos fios como ocorre na calvície hereditária, sendo, portanto, reversível.
Assim, quando o fator estressor é eliminado ou controlado adequadamente, é possível observar uma recuperação gradual e muitas vezes completa do volume capilar.
Deficiências nutricionais

Dietas restritivas, alimentação inadequada ou desequilibrada e treinos intensos sem acompanhamento nutricional podem causar deficiências importantes de vitaminas, ferro, zinco e proteínas, nutrientes essenciais para o crescimento saudável dos fios. Aqui entram também os pacientes que passaram por cirurgia bariátrica.
Estas deficiências são causas comuns da queda de cabelo masculino, podendo levar ao enfraquecimento e à perda acentuada dos fios.
Uso de medicamentos e anabolizantes
Certos medicamentos de uso contínuo têm sido associados à queda de cabelo masculino devido às alterações que promovem no ciclo capilar.
Entre eles estão antidepressivos, frequentemente prescritos para o tratamento da ansiedade e depressão, betabloqueadores usados para controle da hipertensão arterial e arritmias cardíacas, anticonvulsivantes indicados para epilepsia ou dores crônicas, e anticoagulantes utilizados em doenças cardiovasculares.
Esses medicamentos podem interferir no equilíbrio do ciclo dos fios, acelerando a transição da fase de crescimento (anágena) para a fase de repouso (telógena), levando à queda capilar significativa em alguns indivíduos.
Outro fator muito relevante para a queda de cabelo masculino é o uso de esteroides e anabolizantes. Essas substâncias são frequentemente usadas sem orientação médica adequada, principalmente por pessoas que desejam aumentar rapidamente a massa muscular. No entanto, seu uso indiscriminado pode causar alterações hormonais drásticas, especialmente ao aumentar os níveis de testosterona e, consequentemente, a produção de di-hidrotestosterona (DHT).
Portanto, o uso prolongado ou incorreto de anabolizantes pode acelerar consideravelmente o desenvolvimento da calvície em homens predispostos geneticamente.
O impacto dessas substâncias pode ser percebido rapidamente, resultando em um afinamento progressivo dos fios, principalmente na região frontal e no topo da cabeça, padrões típicos da Alopecia Androgenética.
Mesmo após a interrupção do uso dessas substâncias, alguns efeitos negativos sobre o cabelo podem ser permanentes, uma vez que a miniaturização avançada dos folículos é, geralmente, irreversível.
Doenças autoimunes ou inflamatórias
Doenças como alopecia areata e lúpus (de origem autoimune), além de condições inflamatórias como a psoríase e o líquen plano pilar, também podem resultar em queda de cabelo masculina.
Estas condições autoimunes ou inflamatórias exigem um diagnóstico diferencial preciso, uma vez que o tratamento difere significativamente dependendo da causa identificada.
Como saber se a queda de cabelo é normal ou patológica?

Existem alguns sinais claros de alerta para identificar uma queda patológica de cabelo masculino. Estes incluem a presença de entradas acentuadas na testa, afinamento progressivo dos fios, queda persistente por mais de três meses e presença de falhas visíveis no couro cabeludo.
Métodos de avaliação capilar como a tricoscopia, exames laboratoriais e análise do histórico familiar são essenciais para entender a causa da queda capilar.
Qual profissional é o mais indicado para tratar a queda de cabelo masculina?
O cuidado com a queda de cabelo masculina pode envolver diversos profissionais da área da saúde, como médicos, farmacêuticos, biomédicos, enfermeiros e outros que atuam com foco em saúde capilar. Todos esses profissionais, quando devidamente capacitados e atualizados, podem contribuir de forma significativa para a avaliação do quadro e a condução de estratégias terapêuticas seguras e personalizadas.
Em muitos casos, o tratamento da queda capilar também se beneficia de uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir nutricionistas, endocrinologistas, terapeutas capilares ou psicólogos — especialmente quando há fatores nutricionais, hormonais ou emocionais associados.
Mais do que escolher um único profissional, o ideal é buscar uma condução criteriosa, individualizada e alinhada com as necessidades específicas de cada paciente.
Como tratar a calvície masculina?
Antes de iniciar qualquer tratamento, é essencial realizar uma avaliação completa para identificar corretamente a causa da queda. A abordagem terapêutica pode incluir opções como Minoxidil (uso tópico ou oral), finasterida e dutasterida, suplementação nutricional específica, fotobiomodulação com laser ou LED, microagulhamento e, em casos mais avançados, transplante capilar, procedimento cirúrgico que reposiciona folículos de áreas doadoras para regiões com falhas visíveis. Cada tratamento deve ser individualizado, levando em consideração as particularidades de cada paciente e seu histórico clínico.
Como se aprofundar no estudo da queda de cabelo masculina?
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